sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Muitas emoções...

Para quem achou que o sufoco da chagada ficou num passado longínquo para meus pais e Carol, ainda não sabe como foi o dia da volta para o Brasil... Pois é, mais momentos de fortes emoções. Depois de passarmos 13 dias maravilhosos juntos, a despedida também vai ficar para a história da primeira visita deles ao Canadá.
Bom, o dia começou cedo, pois tínhamos de ir com a Carolina e meus pais até o Imigration Canada para resolver a questão da guarda dela no país. A propósito, apesar do atendimento ao público acontecer somente às terças-feiras, das 8h30 às 11h30, o movimento lá era mínimo. Fomos atendidos rapidamente e nosso problema foi resolvidos dessa mesma forma. A funcionária que nos atendeu ouviu atentamente toda a história, pegou o passaporte da Carolina e sumiu lá pra dentro... voltou com um novo formulário de Resident Permanent Card em mãos, perguntou se tínhamos uma foto dela ali, respondi que não e no mesmo momento ela chamou a Carolina lá dentro para tirar foto. Pronto. Foto impressa, eu mesma assinei o novo formulário e o primeiro cartão confeccionado já pode ser desconsiderado e a guarda dela voltou pra mim, a partir dali. Que ótimo!
Mas voltando à viagem de meus pais... Resolvemos isso na rua, almoçamos na Galerie de Hull e voltamos para casa para que eles pudessem terminar de fechar as malas e se aprontar para irmos ao aeroporto. O vôo deles sairia às 19h. Quando todos já estavam prontos, por volta das 15h30, resolvemos pedir logo o táxi e seguir para o Aeroporto de Ottawa. Descemos então, com toda a bagagem e ficamos aguardando. O detalhe que não constava em nossos planos iniciais era a neve que caía insistentemente desde a hora do almoço. Sim, o que eram graciosos flocos de neve saltitantes pelo ar tranformaram-se numa terrível nevasca que parou o trânsito das principais saídas e entradas de Gatineau e Ottawa (só que a gente ainda não sabia disso...). Para começar nosso desespero, o táxi que pedimos não apareceu. Ligamos lá e a atendente disse que o táxi esteve lá e que não havia ninguém esperando. Dá pra acreditar??? Tudo bem, liguemos para outra empresa, pois naquela não havia nenhum disponível para aquele momento. Então, tentamos em todas as outras empresas de táxi da cidade, e também de Ottawa e ninguém tinha um carro disponível. E com a neve caindo em nossas cabeças, resolvemos pegar um ônibus até o Centre Rideau para pegar um táxi dali mesmo. Resultado: ficamos mais de meia hora no ponto de ônibus, com todas as malas pegando neve - assim como nossos pés e nossas cabeças - e nada de aparecer um ônibus!!! Eles sempre passam de 10 em 10 minutos, mas naquela confusão, NADA!! Minha mãe, que estava com uma bota de couro, pois contava que sairia de casa de táxi direto para o aeroporto, estava com os pés a ponto de congelar. E diante da inusitada situação, fomos forçados a concordar que não havia como chegar ao aeroporto assim, e voltamos para casa. E para comprovar que não era mesmo o momento deles partirem, ao entrar no hall do nosso prédio, olhamos para trás e vimos o ônibus que esperávamos passar pelo ponto... É..., parece mentira, mas não é.
Depois que todos se aqueceram, começamos as ligações em busca de uma solução para o problema. A primeira idéia era mudar para o vôo das 20h, mas a atendente da Air Canada nos disse que o tempo restante não seria suficiente para fazer a conexão em Toronto. Então, o jeito era mudar a data mesmo. Ela pesquisou de todas as formas no sistema e, a não ser que meus pais desembolsassem dois mil dólares para ir na classe executiva, só teriam vaga no póroximo domingo, dia 16/12. Caramba! E agora??!! Meu pai ficou com a pulga atrás da orelha e resolveu desligar o telefone para pensar melhor. Eu e Paulo lembramos que tínhamos anotado o telefone da Air Canadá em Guarulhos/SP e resolvemos ligar lá para ver se alguém conseguia nos ajudar "em Português". E a ligação não completava, ou dava ocupado ou caía na secretária... Que sufoco! Ligamos, então, para a Raquel e o Flávio (minha irmã e meu cunhado) para pedir que eles tentassem fazer de lá a alteração para o dia mais próximos possível. E depois de aguardar ansiosamente, a resposta foi positiva. Haveria lugar para os meus pais no vôo do dia seguinte, com uma tarifa um pouco mais cara, mas estava resolvido. Que noite!!! Fomos dormir exaustos, tanto pela correria na tentativa de ir quanto pelo estresse da situação.
Na manhã seguinte, acordamos com a notícia de que a alteração havia sido realizada com sucesso, inclusive a mudança no horário do vôo de Ottawa para Toronto, de 19h para 15h. Maravilha! Tomamos um café-da-manhã reforçado, nos aprontamos novamente, e descemos com todas as malas para pedir o táxi lá de baixo e não ter desculpa de que não havia ninguém esperando. Ok. Ligamos e pedimos dois carros; a espera seria de 45 minutos. Tudo bem, estamos BEM adiantados. Acontece que uma hora inteira se passou e os táxis não apareceram. Ligamos lá novamente e a atendente teve a cara-de-pau de me dizer que quando ela me informou o tempo de espera eu não confirmei se queria ou não, então ela não registrou a chamada. Dá pra acreditar, de novo??? Seguimos direto para o ponto de ônibus, com a grande diferença de não estar nevando em nossas cabeças. O ônibus chegou e nós seguimos até o Centre Rideau. Descemos ali e já pegamos um táxi para o aeroporto. E como as malas couberam todas em um só carro, mas eles só podem carregar até quatro passageiros, o Paulo ficou de fora e seguiu de ônibus para nos encontrar no aeroporto (e chegou lá quase junto com a gente).
Chegando lá, tudo certo, 1h de antecedência, check-in feito, malas despachadas, pessoal da Air Canada extremamente educados e o melhor de tudo: além de terem aberto vagas na mesma tarifa que meu pais pagaram, a Air Canada não cobrou a multa pela mudança, pois, assim como eles, várias pessoas não conseguiram chegar a tempo para pegar o vôo do dia anterior. Ficamos sabendo, então, que além da nevasca houve também um acidente no caminho do aeroporto, para atrapalhar ainda mais o trânsito. A pessoa que nos atendeu no guichê da Air Canada disse que os táxis estavam levando de duas a duas horas e meia para chegar ao aeroporto. No fim das contas, tudo estava resolvido. Eles embarcaram às 15h para Toronto, e às 22h10 para São Paulo. Chagaram bem, e já estão fazendo falta. Pai! Mãe! Já estamos com saudades!!!

Bom, acho que esse capítulo da nossa nova história já ficou bem longo para uma postagem só. Curtam, agora, "algumas" fotos que tiramos durante a visita de meus pais às terras geladas do Canadá.

Primeiro dia batendo pernas pela cidade

Chegando ao Museu Canadense de Civilização

Lá dentro...







Vista do Parlamento de dentro do Museu



Também de dentro do Museu, vista de uma das pontes que levam a Ottawa

Uma das "personagens vivas" que habitam o Museu

Outro passeio: Marina de Aylmer

E o rio já todo congelado...

Cadê nossos pé???

Será que estava frio???

Café-da-manhã especial de aniversário, no Chez Cora!!!


Passeando pela cidade com o tio Paulo...

Esse galã aí, ao lado do meu paizão

Vista exterior do Museu de Belas Artes, em Ottawa

Idem

Saguão principal

O Parlamento visto lá de dentro


De novo lá fora

Depois do Museu, almoço no St. Hubert

O Parlamento e sua iluminação de Natal



Muito lindo!!!

Em frente ao Parlamento, com minha mãezona...

... e o Paulo

Carol e o Santa, no shopping center

Última noite do tio Paulo conosco

No ponto de ônibus, indo pra casa fechar as malas

Pai, mãe, amamos vocês! Obrigada por tudo!! MIL BEIJOS!
E até a próxima...

5 comentários:

Goldman disse...

Gente, só queria desejar um feliz natal e um ótimo ano novo... e que bom que deu tudo certo na visita da família. Quando tiverem tempo, vcs me contariam como chegar na marina de Aylmer? ehehehe, eu sô meio lerdo... nunca fui lá acreditam? Abraços a todos, Goldman.

Alexandre disse...

Olá meus amigos,

Que saga hein! :-) Essa atendente da cia de taxi é uma anta!!! fala sério. Que bom que deu tudo bem no final. Em breve estaremos por ai.

Um grande abraço,

Alexandre e Valéria
www.brasiliacanada.com

Marina, Diogo, Morena e Bia disse...

Muito bacana!!!
Agora vamos combinar que o cabelo do Paulo dá um novo post!!! ahahaha
Estams quase aí, falta pouco!!
Beijoca e fiquem com Deus!!!
Marina e Diogo

Raquel disse...

Agora eu descobri tudo mesmo e vou contar para todo mundo...na verdade esses três doidos aí foram morar no Pólo Norte e o Paulo está deixando crescer uma touca natural de lã de carneiro e vai ficar faltando só a barba branca para participar do concurso de substituto do Papai Noel (que já está muito velhinho para o trabalho pesado de gift delivery, diga-se de passagem)!!! Esse é o verdadeiro The Secret!!!!
Agora só falta comer bastante biscoito recheado da dolarama e criar um buchão...um dia cucu, você chega lá? Ah! Pede a dica pro tio Paulo...ihiihihihiih
Amo vocês! Beijos.

Tancredo disse...

Bem sacado pelo Diogo o tamanho do cabelo do Paulo. A Raquel matou a charada: no próximo natal o papai noel já estará no ponto. A cabeleira do Paulo está maior do que a do Tadeu. rsrsrs
Lu, ainda não achou a maquininha de cortar cabelo? Tesoura e pente resolvem. Vou localizar o endereço do SESC daí para o curso de cabelereiro. Vale a pena! Beijos